H REVISTA FRAUDE

Ano 15 | 2018 - nº16 - Salvador/Bahia

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Uma das avenidas mais icônicas de Salvador em diferentes tempos

Texto Wallace Cardozo e Caroline Magalhães
Fotos Eduardo Bastos/Petcom e Wallace Cardozo/Petcom

Uma das avenidas mais icônicas de Salvador em diferentes tempos

Texto Wallace Cardozo e Caroline Magalhães
Fotos Eduardo Bastos/Petcom e Wallace Cardozo/Petcom

Se você mora em Salvador ou já visitou a capital baiana, provavelmente passou alguma vez pela Avenida Sete de Setembro. Os 4,6 quilômetros de extensão, localizados no centro da cidade, abrigam um dos principais trechos comerciais de Salvador, incluindo lojas dos mais variados segmentos, feiras ao ar livre, além de prédios históricos e trechos residenciais.  

Saadallah Salloum, 83, mora e é dono de uma loja de vestuário na Avenida Sete, como é mais conhecida, há 45 anos. Ao ser questionado sobre a principal característica do local, ele diz: “embora tenham alguns moradores por aqui, a avenida é comercial desde o início”.

Mesmo com o destaque comercial, a Avenida está em constante mudança e pode não ser mais o principal destino dos soteropolitanos que vão às compras. O surgimento dos shopping centers e o crescimento de áreas comerciais em outros pontos da cidade, apresentam ao local uma forte concorrência. Com isso, surge a missão de se reinventar.

A FRAUDE apresenta, numa matéria dividida entre blocos, o perfil de um trecho que pode revelar a alma soteropolitana. Como a Avenida Sete se transforma ao longo do ano? Ao fim desse passeio, você, leitor, poderá dizer se concorda com a previsão de Saadallah, quando afirma: “a Avenida Sete ainda tem futuro”.

Se você mora em Salvador ou já visitou a capital baiana, provavelmente passou alguma vez pela Avenida Sete de Setembro. Os 4,6 quilômetros de extensão, localizados no centro da cidade, abrigam um dos principais trechos comerciais de Salvador, incluindo lojas dos mais variados segmentos, feiras ao ar livre, além de prédios históricos e trechos residenciais.  

Saadallah Salloum, 83, mora e é dono de uma loja de vestuário na Avenida Sete, como é mais conhecida, há 45 anos. Ao ser questionado sobre a principal característica do local, ele diz: “embora tenham alguns moradores por aqui, a avenida é comercial desde o início”.

Mesmo com o destaque comercial, a Avenida está em constante mudança e pode não ser mais o principal destino dos soteropolitanos que vão às compras. O surgimento dos shopping centers e o crescimento de áreas comerciais em outros pontos da cidade, apresentam ao local uma forte concorrência. Com isso, surge a missão de se reinventar.

A FRAUDE apresenta, numa matéria dividida entre blocos, o perfil de um trecho que pode revelar a alma soteropolitana. Como a Avenida Sete se transforma ao longo do ano? Ao fim desse passeio, você, leitor, poderá dizer se concorda com a previsão de Saadallah, quando afirma: “a Avenida Sete ainda tem futuro”.

APROXIMADAMENTE 45 DIAS ANTES DA PÁSCOA, SOTEROPOLITANOS E TURISTAS FAZEM A AVENIDA SETE FEVER NO RITIMO DO CARNAVAL

 

APROXIMADAMENTE 45 DIAS ANTES DA PÁSCOA, SOTEROPOLITANOS E TURISTAS FAZEM A AVENIDA SETE FEVER NO RITIMO DO CARNAVAL

 

FANTASIA DE CARNAVAL

O tradicional centro de compras muda de forma significativa seu visual todos os anos - aproximadamente 45 dias antes da Páscoa, soteropolitanos e turistas fazem a Avenida Sete ferver no ritmo do Carnaval. Lojas são fechadas e tapumes colocados em muitas fachadas, fazendo com que a Avenida assuma uma nova roupagem.

“Já fugi da Revolução do Líbano, agora fujo do Carnaval todo ano”, brinca Saadallah. Durante esse período, alguns estabelecimentos permanecem abertos, enxergando nas multidões uma possibilidade de lucrar. Outras lojas, ainda, costumam ser abertas parcialmente para atender aos foliões.

O circuito Osmar do carnaval, que compreende o trecho entre a Praça do Campo Grande e o Quartel dos Aflitos, passando por grande parte da Avenida Sete, tem notória presença de famílias com crianças, sobretudo, durante as manhãs.

 

 

 

O atrativo são os blocos infantis, que fazem parte da tradição do circuito, criado nos anos 80. Além disso, o circuito também é conhecido pelos desfiles de blocos afro e blocos de samba, à noite. Desse modo, a Avenida Sete se torna palco para foliões de diversas gerações, dos mais velhos aos mais novos.

Entretanto, as opiniões sobre esse circuito nem sempre são positivas. A vendedora Roseane Costa, 36, que trabalha na Avenida, fala do circuito com negatividade. “O público de lá [circuito Dodô] é mais tranquilo. Aqui é mais bagunçado, mais violento”, conta. Outras pessoas percebem que o circuito Osmar tem perdido força dentro do Carnaval, a exemplo da aposentada Maria Heloísa Pires, 72, moradora do edifício Orixás Center, no bairro do Politeama. “Houve uma queda muito grande. Os [desfiles de] trios começavam duas horas da tarde, quando não ao meio-dia, e passavam pela tarde, noite e toda a madrugada. Agora tudo acaba muito mais cedo no circuito”, afirma.

FANTASIA DE CARNAVAL

O tradicional centro de compras muda de forma significativa seu visual todos os anos - aproximadamente 45 dias antes da Páscoa, soteropolitanos e turistas fazem a Avenida Sete ferver no ritmo do Carnaval. Lojas são fechadas e tapumes colocados em muitas fachadas, fazendo com que a Avenida assuma uma nova roupagem.

“Já fugi da Revolução do Líbano, agora fujo do Carnaval todo ano”, brinca Saadallah. Durante esse período, alguns estabelecimentos permanecem abertos, enxergando nas multidões uma possibilidade de lucrar. Outras lojas, ainda, costumam ser abertas parcialmente para atender aos foliões.

O circuito Osmar do carnaval, que compreende o trecho entre a Praça do Campo Grande e o Quartel dos Aflitos, passando por grande parte da Avenida Sete, tem notória presença de famílias com crianças, sobretudo, durante as manhãs.

 

 

 

O atrativo são os blocos infantis, que fazem parte da tradição do circuito, criado nos anos 80. Além disso, o circuito também é conhecido pelos desfiles de blocos afro e blocos de samba, à noite. Desse modo, a Avenida Sete se torna palco para foliões de diversas gerações, dos mais velhos aos mais novos.

Entretanto, as opiniões sobre esse circuito nem sempre são positivas. A vendedora Roseane Costa, 36, que trabalha na Avenida, fala do circuito com negatividade. “O público de lá [circuito Dodô] é mais tranquilo. Aqui é mais bagunçado, mais violento”, conta. Outras pessoas percebem que o circuito Osmar tem perdido força dentro do Carnaval, a exemplo da aposentada Maria Heloísa Pires, 72, moradora do edifício Orixás Center, no bairro do Politeama. “Houve uma queda muito grande. Os [desfiles de] trios começavam duas horas da tarde, quando não ao meio-dia, e passavam pela tarde, noite e toda a madrugada. Agora tudo acaba muito mais cedo no circuito”, afirma.

 

A ausência de grandes camarotes privados na maior parte do circuito deve-se, em parte, à quantidade elevada de prédios da Avenida, e o diferencia do circuito Dodô — ou circuito Barra-Ondina. Esta é uma das características que ressaltam ainda mais o lugar que serve de cenário à festa, a Avenida Sete.

O período carnavalesco traz uma mudança de ritmo temporária num local lembrado principalmente como ponto comercial. Depois de Fevereiro, as fantasias são retiradas e a Avenida Sete vai deixando de ser destino de festa - e retornando como um destino de compras.

 

 

 

 

A ausência de grandes camarotes privados na maior parte do circuito deve-se, em parte, à quantidade elevada de prédios da Avenida, e o diferencia do circuito Dodô — ou circuito Barra-Ondina. Esta é uma das características que ressaltam ainda mais o lugar que serve de cenário à festa, a Avenida Sete.

O período carnavalesco traz uma mudança de ritmo temporária num local lembrado principalmente como ponto comercial. Depois de Fevereiro, as fantasias são retiradas e a Avenida Sete vai deixando de ser destino de festa - e retornando como um destino de compras.

 

 

 

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